Princípio Ativo
Liraglutida
Atualizado em 29/08/2026
Classe: Incretinomimético

O que é liraglutida?
A liraglutida foi a primeira molécula da classe dos incretinomiméticos a ganhar escala no tratamento da obesidade. É um agonista do receptor GLP-1 de aplicação diária, presente em dois medicamentos da Novo Nordisk: o Victoza, registrado no Brasil em 2010 para diabetes tipo 2, e o Saxenda, aprovado pela Anvisa em 2016 como tratamento auxiliar do controle de peso em adultos com obesidade. Os dois carregam o mesmo princípio ativo em doses diferentes — 1,8 mg no Victoza, até 3 mg no Saxenda — e por isso não são intercambiáveis por conta própria. Diante das moléculas mais novas, de aplicação semanal, a liraglutida perdeu espaço, e o fabricante anunciou a descontinuação gradual do Victoza. Segue sendo medicamento de prescrição: indicação em bula não substitui avaliação médica.
Como a liraglutida age no corpo?
Agonista do receptor GLP-1
A liraglutida é aprovada no Brasil?
O Victoza (liraglutida 1,8 mg) tem registro na Anvisa desde 2010, com indicação para diabetes tipo 2. O Saxenda (liraglutida até 3 mg) foi aprovado em 2016 para controle crônico do peso em adultos com obesidade, sempre em associação com dieta e atividade física — e não é indicado para tratar diabetes. A Novo Nordisk anunciou a descontinuação da produção do Victoza, com encerramento de comercialização previsto para o fim de 2025; a Anvisa também já registrou concorrentes nacionais de liraglutida.
Qual a diferença entre liraglutida e as outras moléculas?
A liraglutida é a veterana da classe. Ativa o mesmo receptor GLP-1 da semaglutida, mas com meia-vida bem mais curta — daí a aplicação todos os dias, contra uma vez por semana das moléculas mais novas. A tirzepatida vai além e soma um segundo receptor, o GIP. Nos estudos de registro, a perda média de peso da liraglutida foi menor que a das sucessoras; em contrapartida, é a molécula há mais tempo no mercado, com histórico de uso mais longo.
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