🔴 Alto risco
Tirzec é aprovado pela Anvisa?
Atualizado em 31/08/2026
Resposta rápida
Não. O Tirzec não tem registro na Anvisa e está formalmente proibido no Brasil. A Resolução RE nº 690/2026, publicada em 20 de fevereiro de 2026, determinou a apreensão das canetas Tirzec e Tirzec pen e proibiu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação e o uso do produto. Na prática: nenhuma farmácia brasileira pode vender Tirzec, nenhum anúncio é legal, e trazer do Paraguai também é proibido. A venda que existe acontece por perfis de rede social, fora de qualquer fiscalização. As canetas com registro ativo no Brasil são Mounjaro, Ozempic e Wegovy — cada uma com fabricante identificado e fiscalização de lote.
Resposta completa
Não. O Tirzec consta nas resoluções da Anvisa como produto sem registro sanitário no Brasil. A RE nº 690/2026 determinou a apreensão do Tirzec e do Tirzec pen e proibiu comercialização, distribuição, fabricação, importação e uso. A mesma resolução alcançou outras marcas vendidas como caneta injetável, como T.G e Lipoless. Não é um caso isolado: desde janeiro de 2026 a Anvisa publicou uma sequência de resoluções contra versões de tirzepatida sem registro. A agência também classificou como falsa a informação de que laudos laboratoriais teriam comprovado equivalência dessas canetas com medicamentos registrados: as análises divulgadas não avaliaram impurezas, contaminantes, degradação, esterilidade nem metais pesados.
Explicando de forma simples
O Tirzec é proibido no Brasil. Ele não tem registro na Anvisa. Comprar, vender, anunciar e usar são proibidos.
Na prática
1. Antes de acreditar em qualquer anúncio de caneta, confira o status do produto no site da Anvisa (gov.br/anvisa). 2. Medicamento registrado se compra em farmácia — venda por Instagram ou WhatsApp é sinal de produto irregular. 3. Venda irregular pode ser denunciada nos canais oficiais da Anvisa.
Sinais de alerta
Anúncio de caneta em rede social, sem farmácia envolvida e sem nota fiscal, é venda de produto proibido. A promessa de “mesma fórmula do Mounjaro” não muda o status: a Anvisa negou que os laudos que circulam comprovem equivalência.